A separação de um casal constitui um momento doloroso até mesmo para a própria pessoa que toma a decisão. Quem separa não se separa apenas do que a relação tem de insatisfatório, mas também do que ela teve de bom.
Se o casal tiver filhos, estes, muitas vezes, consideram o rompimento como passageiro, apenas uma briga dos pais e que logo irão se reconciliar. Isto dificulta mais ainda a aceitação desta nova fase, marcada por muitas transformações que podem incluir a mudança de casa, da escola, perdas de amigos e diminuição do padrão econômico da família. Tudo exigirá uma reestruturação.
Poucos casais conseguem lidar com a separação de forma saudável e quando isso não acontece os filhos tornam as principais vítimas da falta de maturidade dos pais. A criança expressa seu sofrimento através da mudança de comportamento que vai desde o isolamento ou choro, aparentemente sem motivo, até a rebeldia e agressividade. Outras podem ainda não demonstrar seus sentimentos levando os pais a crer que estão bem, subestimando a situação.
O desconforto psíquico das crianças não surge apenas no momento da saída de um dos genitores da casa. Antes da separação física, a separação emocional dos pais já é perceptível, através das relações conflituosas ou no clima tenso entre ambos, mesmo que o casal permaneça em silêncio.
A dificuldade em não compreender os reais motivos da separação, leva alguns filhos a julgar que eles são culpados pelo rompimento. É frequente sentimentos negativos como frustração, o medo do abandono, a ideia de não ser amado, desencadeando insegurança e baixa autoestima.
Algumas orientações ao casal merecem ser destacadas, para auxiliá-los a atravessarem este momento, reduzindo os efeitos negativos da separação. Os pais devem explicar aos filhos, de acordo com a fase de desenvolvimento de cada um, que eles não foram a causa da separação; não esconder informações quando fizerem alguma pergunta; respeitar o tempo emocional de cada filho para elaborar a situação; não alterar a rotina habitual da criança; manter contatos regulares com o pai ou mãe ausente e, fundamentalmente, transmitir a eles segurança e amor.
Não há um padrão de relacionamento após uma separação. A maneira como cada filho irá se ajustar à nova realidade dependerá diretamente de como os pais lidam com o rompimento, de como interagem entre si e com os filhos. Ao contrário do que se pensa, a quantidade e a qualidade da relação com os filhos podem melhorar após o divórcio, criando oportunidades nunca antes imaginadas.
Cabe observar que, para uma separação ser construtiva, os pais não devem reduzir a ruptura conjugal a uma situação corriqueira do contexto atual, da vida moderna, à qual os filhos, simplesmente, se acostumam e pronto. O casal precisa estar ciente de que o término foi da relação homem-mulher e não a de pai-mãe sendo, portanto, necessária a presença de ambos na vida dos filhos, demonstrando afeto e compromisso para com eles.
"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". Carl Gustav Jung
3.26.2012
1.24.2012
A COMUNICAÇÂO NA VIDA A DOIS
Quando duas pessoas se unem, mesmo sendo o amor o principal ingrediente, levam para o relacionamento expectativas e motivações diferentes, construídas ao longo da vida de cada um, influenciadas pelos valores de suas famílias de origem e das relações estabelecidas socialmente. Portanto, a maneira de perceber o mundo e expressar os sentimentos é muito individual, onde conclui-se que, numa relação amorosa, a comunicação é fundamental para o equilíbrio da união. Dito assim parece simples, mas não é.
Em qualquer relacionamento, pontos de vistas divergentes são inevitáveis e a troca é saudável. O desencontro ocorre quando o casal pensa que cada um sabe o que o outro está pensando ou quando um não ouve o que o outro fala. Em situações assim, o silêncio pode soar como ironia e um simples pedido pode ser compreendido como uma ordem.
A comunicação é mais complexa do que possamos imaginar.
Ela envolve no mínimo duas pessoas: um emissor e um receptor. Representa a troca ou fornecimento de informações, ideias ou sentimentos, através de palavras verbais, escritas, sinais ou pela linguagem corporal. No entanto não basta apenas que as pessoas tenham o desejo de se comunicar. É preciso mais. Para a comunicação ser efetiva é necessário que a pessoa que recebeu a mensagem tenha compreendido.
Em um relacionamento conjugal as falhas na comunicação acontecem comumente até porque a manutenção da vida cotidiana não permite que o casal, muitas vezes, abra espaço para o diálogo. Neste cenário, o dito pelo não dito fica nas entrelinhas, tornando cada um mais ressentido, podendo até desencadear uma crise.
O equilíbrio nunca é muito fácil. No entanto, o casamento não é garantia de amor eterno e o erro está em desdenhar da necessidade de cultivar o afeto mútuo diariamente.
A diferença entre homens e mulheres vão além dos traços biológicos e a maneira como cada um trata de forma diferente os conflitos demonstra o quanto é preciso que ambos falem das suas reais necessidades e expectativas. Se não ficar claro o que cada um espera em uma situação será impossível pensarmos numa união satisfatória com a construção de objetivos comuns. E isso inclui o fortalecimento do vínculo amoroso.
Em qualquer relacionamento, pontos de vistas divergentes são inevitáveis e a troca é saudável. O desencontro ocorre quando o casal pensa que cada um sabe o que o outro está pensando ou quando um não ouve o que o outro fala. Em situações assim, o silêncio pode soar como ironia e um simples pedido pode ser compreendido como uma ordem.
A comunicação é mais complexa do que possamos imaginar.
Ela envolve no mínimo duas pessoas: um emissor e um receptor. Representa a troca ou fornecimento de informações, ideias ou sentimentos, através de palavras verbais, escritas, sinais ou pela linguagem corporal. No entanto não basta apenas que as pessoas tenham o desejo de se comunicar. É preciso mais. Para a comunicação ser efetiva é necessário que a pessoa que recebeu a mensagem tenha compreendido.
Em um relacionamento conjugal as falhas na comunicação acontecem comumente até porque a manutenção da vida cotidiana não permite que o casal, muitas vezes, abra espaço para o diálogo. Neste cenário, o dito pelo não dito fica nas entrelinhas, tornando cada um mais ressentido, podendo até desencadear uma crise.
O equilíbrio nunca é muito fácil. No entanto, o casamento não é garantia de amor eterno e o erro está em desdenhar da necessidade de cultivar o afeto mútuo diariamente.
A diferença entre homens e mulheres vão além dos traços biológicos e a maneira como cada um trata de forma diferente os conflitos demonstra o quanto é preciso que ambos falem das suas reais necessidades e expectativas. Se não ficar claro o que cada um espera em uma situação será impossível pensarmos numa união satisfatória com a construção de objetivos comuns. E isso inclui o fortalecimento do vínculo amoroso.
12.28.2011
VOCÊ CUMPRE AS PROMESSAS FEITAS NO ANO NOVO?
Na virada do ano é comum as pessoas fazerem projeções para o ano que inicia. É o momento das promessas. Algumas delas regadas a superstições e que, segundo a receita, devem ser feitas rigorosamente a meia noite senão correm o risco de não darem certo. No entanto, com ou sem superstição, todos tem o desejo de renovação e ninguém fica indiferente a isto. Até mesmo aqueles que preferem dormir antes da meia noite porque acham tudo isto uma bobagem é, também, uma maneira de reagir, mesmo sendo contrária.
Para a maioria das pessoas o Ano Novo significa a possibilidade de começar algo diferente. Desta forma surgem propostas para emagrecer, parar de fumar, trabalhar mais, trabalhar menos, malhar, conhecer lugares diferentes, iniciar um curso, um novo relacionamento, etc.
Os rituais de passagem são universais. É uma transição individual ou coletiva, e que pode se apresentar em diversos formatos como os religiosos, biológicos, culturais, sociais. Cada ciclo que termina o ser humano sente a necessidade de fazer um balanço e os rituais tem esta força simbólica para fechar ou abrir os ciclos . Desta maneira o Ano Novo representa um marco que traz a possibilidade de mudança, de recomeço. O perigo ao fazer promessas em meio aos brindes é que muitas são calcadas em discursos pré-fabricados e, assim, condenadas a falhar.
Na prática, muitas mudanças podem ser realizadas sem que haja a necessidade de uma cerimônia especial. A decisão em começar algo, na maioria das vezes, não está atrelada ao início de um ano. Muitas ações podem ser iniciadas a qualquer momento, desde que seja significativo para a pessoa.
Seja qual for a data escolhida, é preciso organizar as ideias e colocá-las de um modo acessível para si, otimizando os próprios recursos e potencialidades. Por isso é importante que as pessoas tenham expectativas construídas sobre metas realistas e tangíveis. Uma sugestão para se organizar é dividir tais metas em etapas que, ao concluir uma a uma, aumenta a motivação e, consequentemente, as chances de sucesso.
O final do ano é um período de balanço interno e que desencadeia angústia naquelas pessoas que, ao invés de buscarem equilíbrio entre perdas e ganhos, potencializam apenas aquilo que não foi concretizado, gerando sofrimento e descrença em si mesmo. Para que ao término do próximo ano não haja frustrações, decorrentes de promessas que se diluíram minutos depois da meia noite, é preciso que o indivíduo faça uma autoanálise e busque compreender as suas formas de enfrentamento e os pontos obscuros em si que representam um entrave ao bom uso do próprio potencial.
Mudar não é fácil uma vez que a mudança nos convida a trilhar um caminho desconhecido onde teremos que superar nossas limitações. Porém é isso que nos possibilita o novo, a descoberta e o crescimento individual.
Para a maioria das pessoas o Ano Novo significa a possibilidade de começar algo diferente. Desta forma surgem propostas para emagrecer, parar de fumar, trabalhar mais, trabalhar menos, malhar, conhecer lugares diferentes, iniciar um curso, um novo relacionamento, etc.
Os rituais de passagem são universais. É uma transição individual ou coletiva, e que pode se apresentar em diversos formatos como os religiosos, biológicos, culturais, sociais. Cada ciclo que termina o ser humano sente a necessidade de fazer um balanço e os rituais tem esta força simbólica para fechar ou abrir os ciclos . Desta maneira o Ano Novo representa um marco que traz a possibilidade de mudança, de recomeço. O perigo ao fazer promessas em meio aos brindes é que muitas são calcadas em discursos pré-fabricados e, assim, condenadas a falhar.
Na prática, muitas mudanças podem ser realizadas sem que haja a necessidade de uma cerimônia especial. A decisão em começar algo, na maioria das vezes, não está atrelada ao início de um ano. Muitas ações podem ser iniciadas a qualquer momento, desde que seja significativo para a pessoa.
Seja qual for a data escolhida, é preciso organizar as ideias e colocá-las de um modo acessível para si, otimizando os próprios recursos e potencialidades. Por isso é importante que as pessoas tenham expectativas construídas sobre metas realistas e tangíveis. Uma sugestão para se organizar é dividir tais metas em etapas que, ao concluir uma a uma, aumenta a motivação e, consequentemente, as chances de sucesso.
O final do ano é um período de balanço interno e que desencadeia angústia naquelas pessoas que, ao invés de buscarem equilíbrio entre perdas e ganhos, potencializam apenas aquilo que não foi concretizado, gerando sofrimento e descrença em si mesmo. Para que ao término do próximo ano não haja frustrações, decorrentes de promessas que se diluíram minutos depois da meia noite, é preciso que o indivíduo faça uma autoanálise e busque compreender as suas formas de enfrentamento e os pontos obscuros em si que representam um entrave ao bom uso do próprio potencial.
Mudar não é fácil uma vez que a mudança nos convida a trilhar um caminho desconhecido onde teremos que superar nossas limitações. Porém é isso que nos possibilita o novo, a descoberta e o crescimento individual.
11.15.2011
QUE RAIVA!!
Inúmeras são as situações que provocam raiva no indivíduo. Suas manifestações vão desde a agressão de quem rouba ou mata, até a violência no trânsito. Isto sem citar as formas menos visíveis de violência como as psicológicas, onde a agressão verbal, mesmo que seja de maneira sutil, fere a autoestima do indivíduo. Exemplos como o descaso do poder público em algumas situações, a pressão para atingir objetivos ou concluir tarefas diárias e a dificuldade de satisfazer necessidades pessoais pode levar o indivíduo a perder o controle. É uma forma de protesto.
A raiva é um estado de humor, uma dificuldade em lidar com o acúmulo de estresse diário ou com situações de perdas. É uma resposta natural, adaptativa a situações em que o indivíduo está diante de um grande perigo ou algo indesejado. A reação é uma defesa a esta ameaça.
Quando o sujeito não expressa aquilo que o zangou, ele guarda esta raiva que, quando liberada, desencadeia explosões de agressividade com consequências, na maioria das vezes, desastrosas. E este sentimento reprimido, pode transformar-se em doenças psicossomáticas, ou causar ansiedade, insônia, depressão.
No entanto, mesmo sendo a raiva uma emoção necessária, não justifica a atitude arrebatadora e infantil por parte de quem se sente injustiçado. Explosões frequentes são prejudiciais tanto para o individuo como para suas relações pessoais, já que ele passa a ser conhecido como ‘pavio curto’ e, desta forma, acaba sendo isolado pelos amigos.
Desde que nasce a criança convive com situações frustradoras. À medida que ela se desenvolve vai percebendo que o mundo nem sempre realiza todos os seus desejos e que muitas vezes tem que esperar para satisfazê-los.
Conviver com a frustração é muito importante para a socialização do indivíduo. A criança que cresce com o sentimento de que seu desejo é lei, não importando o que isso custe aos outros, não aprenderá o respeito pelas diferenças e terá acessos de raiva em qualquer situação que a desaponte, repetindo este comportamento quando for adulta.
É importante destacar que, ao contrário do que se divulga, a raiva pode ser uma emoção saudável. Quando a pessoa reflete sobre seu comportamento e busca desenvolver-se com equilíbrio, a raiva pode gerar uma energia criativa. A psicoterapia oferece caminhos para reagir de forma adequada.
Ser determinado ou assertivo não requer condutas destrutivas. O equilíbrio está em identificar precocemente o que desencadeou aquela emoção, usando-a para descobrir mais sobre si. Aprender a expressar a raiva é resultado de amadurecimento emocional e mental.
10.02.2011
A UTOPIA DAS FÉRIAS CONJUGAIS
A crise no casamento chega devagar e mina pouco a pouco os prazeres da convivência a dois. Brigas, falta de carinho e diminuição do desejo sexual, são alguns ingredientes que demonstram que a relação não vai nada bem. Há casais que fazem de conta que nada está acontecendo, empurrando para o acaso uma saída. Nesta situação há aqueles que propõe viajar sozinhos por algum tempo, ou seja, cada um vai para algum lugar na tentativa de refletir sobre a relação.
As férias conjugais são vistas com reserva e desconfiança para a maioria dos casais. E quando a decisão é unilateral, ou seja, quando é sugerida por apenas um dos parceiros, torna-se um fator incendiário já que é vista como oportunidade para a infidelidade. Já outros consideram que ir para um ambiente diferente faz com que os parceiros reativem os bons sentimentos e sintam saudades um do outro.
A cultura reforça a crença de que amor/paixão e casamento são sinônimos. Isto exerce uma profunda influência nas pessoas fazendo com que elas idealizem a união através do “foram felizes para sempre” como nos contos de fada. Essa expectativa repercute negativamente na relação que diante de qualquer incompatibilidade de idéias pode ser vista como diferenças irreconciliáveis.
A falta de comunicação assertiva entre os casais transformam, muitas vezes, pequenas situações incômodas em crises. Situações do dia a dia que poderiam ser solucionadas ou resolvidas com um diálogo franco e pontual, acabam por prejudicar substancialmente a relação. Diante disso alguns sugerem um breve distanciamento para colocar as idéias e sentimentos em ordem.
As férias conjugais não são a solução. Esta opção reflete a dificuldade do casal em lidar com os conflitos a dois já que, na maioria das vezes, tais férias não são usadas com o objetivo de pensar a respeito das condições de superação e sim como uma fuga dos problemas.
Homens e mulheres que não amadurecem e permanecem fixados na ideia de um amor romântico, impedem a construção de uma relação saudável baseada na realidade, na somatória de qualidades e defeitos que compõem qualquer indivíduo. A perfeição é uma ilusão. Na união a dois os parceiros ao longo dos anos se modificam, amadurecem, evoluem. Não há relacionamento sem conflitos. Eles são comuns à dinâmica de todo casal.
Quaisquer que sejam as razões que conduzam ao desejo de melhorar a relação, um intervalo pode resgatar o equilíbrio a dois. É uma fórmula que alivia os conflitos por um tempo, porém não soluciona. Só camufla.
As férias conjugais são vistas com reserva e desconfiança para a maioria dos casais. E quando a decisão é unilateral, ou seja, quando é sugerida por apenas um dos parceiros, torna-se um fator incendiário já que é vista como oportunidade para a infidelidade. Já outros consideram que ir para um ambiente diferente faz com que os parceiros reativem os bons sentimentos e sintam saudades um do outro.
A cultura reforça a crença de que amor/paixão e casamento são sinônimos. Isto exerce uma profunda influência nas pessoas fazendo com que elas idealizem a união através do “foram felizes para sempre” como nos contos de fada. Essa expectativa repercute negativamente na relação que diante de qualquer incompatibilidade de idéias pode ser vista como diferenças irreconciliáveis.
A falta de comunicação assertiva entre os casais transformam, muitas vezes, pequenas situações incômodas em crises. Situações do dia a dia que poderiam ser solucionadas ou resolvidas com um diálogo franco e pontual, acabam por prejudicar substancialmente a relação. Diante disso alguns sugerem um breve distanciamento para colocar as idéias e sentimentos em ordem.
As férias conjugais não são a solução. Esta opção reflete a dificuldade do casal em lidar com os conflitos a dois já que, na maioria das vezes, tais férias não são usadas com o objetivo de pensar a respeito das condições de superação e sim como uma fuga dos problemas.
Homens e mulheres que não amadurecem e permanecem fixados na ideia de um amor romântico, impedem a construção de uma relação saudável baseada na realidade, na somatória de qualidades e defeitos que compõem qualquer indivíduo. A perfeição é uma ilusão. Na união a dois os parceiros ao longo dos anos se modificam, amadurecem, evoluem. Não há relacionamento sem conflitos. Eles são comuns à dinâmica de todo casal.
Quaisquer que sejam as razões que conduzam ao desejo de melhorar a relação, um intervalo pode resgatar o equilíbrio a dois. É uma fórmula que alivia os conflitos por um tempo, porém não soluciona. Só camufla.
9.01.2011
A SAÍDA DOS FILHOS: O NINHO ESTÁ VAZIO!
Mesmo que os pais tenham consciência que um dia os filhos iniciarão um movimento de sair de suas casas e construir a própria vida, na prática não é tão fácil para a maioria destes pais que experimentam emoções contraditórias. De um lado a sensação de missão cumprida, do outro uma profunda tristeza, um vazio.
A Síndrome do ninho vazio, como é denominada este tipo de situação, é um problema bastante comum que os pais enfrentam quando os filhos deixam o lar, por diversas razões como estudar, morar sozinho, casar, etc.
Se a relação do casal até aqui foi dirigida apenas para os filhos, esquecendo-se dos seus papéis de marido e mulher, o casamento pode ficar sem sentido e a vida pessoal também. O sofrimento que acomete os pais neste período pode até mesmo desencadear algumas doenças tais como dermatites, distúrbios intestinais, depressão, etc.
A dor emocional, neste período, atinge mais as mães pelo relacionamento estreito que elas têm com os filhos. No entanto não acomete apenas aquelas que passaram a vida toda numa rotina de cuidados exclusivos para o lar. As mães que desempenham papéis ativos no mercado de trabalho também se sentem perdidas. Algumas inclusive vivenciam este momento como abandono.
O sentimento de perda e de inutilidade se faz presente mesmo para aquelas mães que respeitam a escolha do filho. Entretanto, muitas vezes este momento coincide com outros períodos da vida dela, nem sempre bem aceitos, como a aposentadoria (ou a proximidade dela), a menopausa, ou até mesmo a separação do cônjuge, agravando mais a situação se esta não foi voluntária.
Algumas mães estabelecem uma relação muito simbiótica, de dependência afetiva ou apego, com os filhos. Elas têm a necessidade do retorno, diário e presencial, deste afeto e quando os filhos saem de casa elas se sentem esvaziadas.
A Síndrome do ninho vazio é uma crise passageira e a forma como cada um lida com este momento vai depender da sua própria história de vida, personalidade, número de filhos ou como preenchem seu dia a dia.
É importante que os pais estejam atentos aos próprios sentimentos e ressignifiquem esta etapa da vida buscando atividades que lhe despertem a função de outros papéis que não sejam apenas o de mãe ou pai. Atividades remuneradas, passeios, engajar-se em algum grupo, aumentar a rede social, são algumas das sugestões.
Preservar a própria individualidade, independente de estar casado ou não, é um exercício importante que cada um dos pais deve fazer desde que os filhos são pequenos para não demandar mais tarde esta necessidade do outro.
O momento é de adaptação a uma nova situação e da possibilidade de se lançar em algum projeto que até então foi desativado pela criação dos filhos.
A Síndrome do ninho vazio, como é denominada este tipo de situação, é um problema bastante comum que os pais enfrentam quando os filhos deixam o lar, por diversas razões como estudar, morar sozinho, casar, etc.
Se a relação do casal até aqui foi dirigida apenas para os filhos, esquecendo-se dos seus papéis de marido e mulher, o casamento pode ficar sem sentido e a vida pessoal também. O sofrimento que acomete os pais neste período pode até mesmo desencadear algumas doenças tais como dermatites, distúrbios intestinais, depressão, etc.
A dor emocional, neste período, atinge mais as mães pelo relacionamento estreito que elas têm com os filhos. No entanto não acomete apenas aquelas que passaram a vida toda numa rotina de cuidados exclusivos para o lar. As mães que desempenham papéis ativos no mercado de trabalho também se sentem perdidas. Algumas inclusive vivenciam este momento como abandono.
O sentimento de perda e de inutilidade se faz presente mesmo para aquelas mães que respeitam a escolha do filho. Entretanto, muitas vezes este momento coincide com outros períodos da vida dela, nem sempre bem aceitos, como a aposentadoria (ou a proximidade dela), a menopausa, ou até mesmo a separação do cônjuge, agravando mais a situação se esta não foi voluntária.
Algumas mães estabelecem uma relação muito simbiótica, de dependência afetiva ou apego, com os filhos. Elas têm a necessidade do retorno, diário e presencial, deste afeto e quando os filhos saem de casa elas se sentem esvaziadas.
A Síndrome do ninho vazio é uma crise passageira e a forma como cada um lida com este momento vai depender da sua própria história de vida, personalidade, número de filhos ou como preenchem seu dia a dia.
É importante que os pais estejam atentos aos próprios sentimentos e ressignifiquem esta etapa da vida buscando atividades que lhe despertem a função de outros papéis que não sejam apenas o de mãe ou pai. Atividades remuneradas, passeios, engajar-se em algum grupo, aumentar a rede social, são algumas das sugestões.
Preservar a própria individualidade, independente de estar casado ou não, é um exercício importante que cada um dos pais deve fazer desde que os filhos são pequenos para não demandar mais tarde esta necessidade do outro.
O momento é de adaptação a uma nova situação e da possibilidade de se lançar em algum projeto que até então foi desativado pela criação dos filhos.
6.03.2011
QUANDO TRÊS É DEMAIS
A modernidade construiu novas formas de relacionamentos amorosos. O ficar tornou-se bastante popular não só entre os adolescentes, mas também entre os adultos. Há espaços para as relações virtuais e o casamento nem sempre é eterno, o que faz com que “ate que a morte os separe” transforme-se, para alguns casais, numa vivência descompromissada.
Diante de tantos apelos, as promessas de fidelidade nem sempre é imperativa e a traição pode ocorrer.
É comum revistas apresentarem pesquisas sobre “quem trai mais: o homem ou a mulher?” No entanto é difícil mensurar, uma vez que nestas pesquisas não há garantias de que o entrevistado esteja dizendo a verdade.
A traição era mais freqüente entre os homens até algumas décadas atrás. Esta diferença deixou de ser significativa após os anos 60, onde as mulheres passaram a exigir igualdade entre os sexos. Ainda assim há um conformismo social quanto à infidelidade masculina, enquanto na feminina há um tom dramático. Tudo isso é conseqüência de uma construção social histórica que reforça a idéia de que o homem precisa mais de sexo do que a mulher. Um mito, uma vez que a necessidade sexual varia de indivíduo pra indivíduo, independente do gênero.
Homens e mulheres encaram a traição de maneira diferente. As justificativas mais freqüentes dos homens são a atração sexual, as oportunidades no dia a dia e desejo de aventura. Para as mulheres prevalece à busca de afeto e a insatisfação com o casamento.
Julgar uma traição é difícil, uma vez que os critérios do que é lealdade ou não, desafiou as regras tradicionais e alterou-se. A reação das pessoas envolvidas será diferente para cada casal uma vez que vai depender da experiência de vida deles, tempo de casamento e principalmente: dos seus pactos íntimos.
Quando há uma traição as pessoas ao redor solicitam que o traído reaja com uma punição ou até a separação, e criticam quando esta reação é passiva. Na verdade tal ira revela o desejo das pessoas de terem um padrão de comportamento em situações de infidelidade.
Quem trai com freqüência busca neste tipo de comportamento a necessidade de sentir-se desejável, revelando uma extrema carência. É uma maneira de não relacionar-se com ninguém, nem consigo próprio já que tais comportamentos são efêmeros e logo a pessoa parte em busca de outro parceiro (a).
É errado dizer que a mulher sofre mais que o homem ao descobrir a traição. A dor fere ambos. O que difere é que para os homens o golpe é na sua virilidade, já a mulher sente-se esvaziada uma vez que fantasia que a outra é melhor do que ela. Sentimentos de culpa, de menos-valia, de rejeição, solidão e ruptura da imagem do parceiro (a) são expressões comuns vivenciadas por quem sofreu a infidelidade.
Independente do desejo de separação ou reconciliação, a infidelidade deve abrir espaço para o casal prestar atenção nos aspectos subjetivos que mobilizam cada um nesta relação e que o cotidiano, muitas vezes, não permite.
Diante de tantos apelos, as promessas de fidelidade nem sempre é imperativa e a traição pode ocorrer.
É comum revistas apresentarem pesquisas sobre “quem trai mais: o homem ou a mulher?” No entanto é difícil mensurar, uma vez que nestas pesquisas não há garantias de que o entrevistado esteja dizendo a verdade.
A traição era mais freqüente entre os homens até algumas décadas atrás. Esta diferença deixou de ser significativa após os anos 60, onde as mulheres passaram a exigir igualdade entre os sexos. Ainda assim há um conformismo social quanto à infidelidade masculina, enquanto na feminina há um tom dramático. Tudo isso é conseqüência de uma construção social histórica que reforça a idéia de que o homem precisa mais de sexo do que a mulher. Um mito, uma vez que a necessidade sexual varia de indivíduo pra indivíduo, independente do gênero.
Homens e mulheres encaram a traição de maneira diferente. As justificativas mais freqüentes dos homens são a atração sexual, as oportunidades no dia a dia e desejo de aventura. Para as mulheres prevalece à busca de afeto e a insatisfação com o casamento.
Julgar uma traição é difícil, uma vez que os critérios do que é lealdade ou não, desafiou as regras tradicionais e alterou-se. A reação das pessoas envolvidas será diferente para cada casal uma vez que vai depender da experiência de vida deles, tempo de casamento e principalmente: dos seus pactos íntimos.
Quando há uma traição as pessoas ao redor solicitam que o traído reaja com uma punição ou até a separação, e criticam quando esta reação é passiva. Na verdade tal ira revela o desejo das pessoas de terem um padrão de comportamento em situações de infidelidade.
Quem trai com freqüência busca neste tipo de comportamento a necessidade de sentir-se desejável, revelando uma extrema carência. É uma maneira de não relacionar-se com ninguém, nem consigo próprio já que tais comportamentos são efêmeros e logo a pessoa parte em busca de outro parceiro (a).
É errado dizer que a mulher sofre mais que o homem ao descobrir a traição. A dor fere ambos. O que difere é que para os homens o golpe é na sua virilidade, já a mulher sente-se esvaziada uma vez que fantasia que a outra é melhor do que ela. Sentimentos de culpa, de menos-valia, de rejeição, solidão e ruptura da imagem do parceiro (a) são expressões comuns vivenciadas por quem sofreu a infidelidade.
Independente do desejo de separação ou reconciliação, a infidelidade deve abrir espaço para o casal prestar atenção nos aspectos subjetivos que mobilizam cada um nesta relação e que o cotidiano, muitas vezes, não permite.
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