É inegável a importância que a Internet tem assumido nos últimos anos na vida do indivíduo. Através dela é possível realizar uma multiplicidade de tarefas que facilitam o dia a dia, tais como: fazer compras, realizar transações bancárias, jogar, buscar informações, participar de reuniões de trabalhos através de vídeo conferência; fazer amizades; reencontrar antigos amigos, etc.
Enfim, há um vasto número de benefícios que estão ao alcance de um clique. No entanto é justamente isto que pode tornar-se perigoso. O indivíduo, por considerar normal a utilização da Internet, faz uso abusivo do computador permanecendo mais tempo conectado que o necessário. Este comportamento tem provocado o surgimento de um número cada vez maior de viciados na Rede.
Diante disto, qual a linha divisória entre perceber o computador como uma ferramenta que facilita as tarefas diárias daquela que caracteriza uma dependência? Como identifica-la?
Embora haja poucos estudos sobre o tema, vários pesquisadores sugerem alguns critérios para classificação do abuso de Internet : Não conseguir diminuir o tempo on-line; sentir-se ansioso ou irritado quando está em algum lugar onde não possa conectar; isolamento social; mentir sobre a quantidade de tempo que utiliza a Internet; recusar programas com os amigos para ficar no computador; perder a noção do tempo atrasando a realização de tarefas (no trabalho ou em casa); etc.
Tais comportamentos deterioram as relações sociais do sujeito como também causam prejuízos físicos como dores nas costas, alteração do sono e ganho de peso.
São vários os motivos que levam o indivíduo a se refugiar no ciberespaço. Reconhecer que apresenta este comportamento é o primeiro passo para o tratamento que inclui o conhecimento de si e dos fatores que desencadearam a compulsão, apontando assim perspectivas para uma vida mais saudável.
A dependência da Internet é um fenômeno global e não escolhe faixa etária, tampouco nível social, econômico ou cultural. O vício não se resume aos jogos, como pensam muitas pessoas. Ele pode estar contido nos bates papos, na verificação inocente (porém constante) das redes sociais, ou nas conversas instantâneas. É um problema de saúde pública porém, ao contrário de outras dependências como o álcool e outras drogas, não há campanhas preventivas que alertem os usuários dos malefícios.
"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". Carl Gustav Jung
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3.14.2011
6.22.2010
Infidelidade On-line
A Internet, utilizada como instrumento de comunicação e pesquisa, teve impacto direto em várias áreas da sociedade, modificando as possibilidades de relacionamento entre as pessoas e favorecendo outros tipos de interação.
Conhecer pessoas através de chats, salas de bate papo, Orkut, Messenger, etc., é um comportamento cada vez mais freqüente pelo fácil acesso ao espaço cibernético. Estes contatos vão desde simples troca de idéias, segredos inconfessáveis até o envolvimento emocional ou sexual entre os parceiros. E mesmo que haja uma grande distância geográfica, há sempre a sensação de proximidade entre eles.
No mundo virtual tudo pode. A tela do computador pode ser uma extensão do eu, onde todos os desejos são projetados e a busca de satisfação também. O que vale não é o real e sim o que parece ser. A fantasia e a idealização dominam, havendo uma confusão pessoa-personagem; real e virtual.
Se falta contato físico, sobra muita imaginação manifestada através de expressões românticas, troca de intimidades até conteúdos altamente eróticos. Esses estímulos, mesmo que tenham um caráter temporário, podem colocar em risco a relação do casal do mundo real.
A mudança de comportamento do parceiro é evidente: consultas freqüentes a e-mails, alteração de senha, permanecer muito tempo frente ao computador, inclusive madrugada adentro, etc. Os primeiros contatos são virtuais que podem, ou não, passar para as conversas por telefone e encontros reais.
As justificativas para a infidelidade virtual pouco diferem da forma tradicional. Fuga da rotina, desejo de aventura, de vingança, carência afetiva, são algumas delas.
Nos últimos anos o índice de infidelidade conjugal aumentou, e passou a ser tão comum que o seu significado, para algumas pessoas, ultrapassou a conotação sexual, podendo até significar desonestidade pelo simples fato do parceiro não compartilhar algum segredo.
No entanto, as regras do que é, ou não, infidelidade é determinada por cada casal. Não há um padrão rígido, pois cada relação é única. Há casais, por exemplo, que não consideram o swing, ou troca de parceiros, sinônimo de infidelidade, uma vez que o acordo é mútuo. Tanto que para quem flagra o parceiro numa relação virtual sente-se confuso por não saber identificar se aquilo deve ser considerado ou não uma traição.
De qualquer maneira, a inclusão de uma terceira pessoa numa relação, onde teoricamente teria espaço apenas para duas pessoas, é difícil de ser compreendida para a maioria dos casais. Isso desencadeia sentimentos de raiva, dor e tristeza, mesmo que o relacionamento seja virtual.
Seja como for, o ideal é sempre o diálogo entre o casal para compreender os sentimentos que envolvem a situação, já que não há garantias de que um dia um dos parceiros não será seduzido por outra pessoa.
Conhecer pessoas através de chats, salas de bate papo, Orkut, Messenger, etc., é um comportamento cada vez mais freqüente pelo fácil acesso ao espaço cibernético. Estes contatos vão desde simples troca de idéias, segredos inconfessáveis até o envolvimento emocional ou sexual entre os parceiros. E mesmo que haja uma grande distância geográfica, há sempre a sensação de proximidade entre eles.
No mundo virtual tudo pode. A tela do computador pode ser uma extensão do eu, onde todos os desejos são projetados e a busca de satisfação também. O que vale não é o real e sim o que parece ser. A fantasia e a idealização dominam, havendo uma confusão pessoa-personagem; real e virtual.
Se falta contato físico, sobra muita imaginação manifestada através de expressões românticas, troca de intimidades até conteúdos altamente eróticos. Esses estímulos, mesmo que tenham um caráter temporário, podem colocar em risco a relação do casal do mundo real.
A mudança de comportamento do parceiro é evidente: consultas freqüentes a e-mails, alteração de senha, permanecer muito tempo frente ao computador, inclusive madrugada adentro, etc. Os primeiros contatos são virtuais que podem, ou não, passar para as conversas por telefone e encontros reais.
As justificativas para a infidelidade virtual pouco diferem da forma tradicional. Fuga da rotina, desejo de aventura, de vingança, carência afetiva, são algumas delas.
Nos últimos anos o índice de infidelidade conjugal aumentou, e passou a ser tão comum que o seu significado, para algumas pessoas, ultrapassou a conotação sexual, podendo até significar desonestidade pelo simples fato do parceiro não compartilhar algum segredo.
No entanto, as regras do que é, ou não, infidelidade é determinada por cada casal. Não há um padrão rígido, pois cada relação é única. Há casais, por exemplo, que não consideram o swing, ou troca de parceiros, sinônimo de infidelidade, uma vez que o acordo é mútuo. Tanto que para quem flagra o parceiro numa relação virtual sente-se confuso por não saber identificar se aquilo deve ser considerado ou não uma traição.
De qualquer maneira, a inclusão de uma terceira pessoa numa relação, onde teoricamente teria espaço apenas para duas pessoas, é difícil de ser compreendida para a maioria dos casais. Isso desencadeia sentimentos de raiva, dor e tristeza, mesmo que o relacionamento seja virtual.
Seja como for, o ideal é sempre o diálogo entre o casal para compreender os sentimentos que envolvem a situação, já que não há garantias de que um dia um dos parceiros não será seduzido por outra pessoa.
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