A timidez é uma característica que a grande maioria das pessoas apresenta em determinadas situações. É uma ansiedade que o individuo tem diante de contextos sociais como, por exemplo, falar em público ou entrar em um local cheio de pessoas, onde sentem que são observadas. Porém, este desconforto inicial é superado à medida que o indivíduo vai se familiarizando com o ambiente.
No entanto há pessoas que pelo simples fato de pensarem em tais situações se mostram apavoradas, buscando assim evita-las. Quando esta ansiedade é persistente e desproporcional à situação, estamos diante de um quadro de Fobia Social.
Este Transtorno é descrito como um medo irracional, intenso, que o indivíduo tem diante de uma ou várias situações sociais. Os seus pensamentos e a sua auto avaliação são negativos, e sua sensibilidade para a rejeição, ou a humilhação, mais aguçadas.
A Fobia Social apresenta-se em dois tipos básicos: a específica e a generalizada. A primeira diz respeito a apenas um tipo de situação social na qual a pessoa teme como, por exemplo, o medo de falar em público ou usar um banheiro público. Já a fobia generalizada caracteriza-se pelo temor a várias situações sociais.
Seja qual tipo for, a fobia social é um comportamento que prejudica as relações afetivas e profissionais do individuo, causando sofrimento uma vez que ele se vê impedido de realizar tarefas corriqueiras. O medo de falhar diante de uma apresentação de um seminário em classe, por exemplo, provoca uma ansiedade antecipatória intensa. Mesmo que estes indivíduos reconheçam o seu valor e a sua capacidade, alguns preferem não apresentar o trabalho, faltando inclusive da aula. Sentem que se falharem eles serão desprezados pelas pessoas.
O tratamento traz muitas mudanças positivas na vida do indivíduo. Compreende a psicoterapia e a medicação que alivia alguns sintomas tais como taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, etc.
Na maioria das vezes o fóbico social é visto pelas pessoas próximas a ele como alguém tímido ou como sendo o seu “jeito de ser”, o que dificulta a procura de um especialista, intensificando assim os sintomas.
"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". Carl Gustav Jung
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2.26.2011
7.17.2009
TIMIDEZ INFANTIL

Quando pensamos em crianças logo associamos a brincadeiras, algazarras e muita extroversão. No entanto há aquelas que se comportam de maneira tímida mesmo num ambiente familiar a ela.
A timidez, apesar de ser uma dificuldade para o desenvolvimento social sadio, nem sempre é percebida assim, uma vez que a criança quieta agrada a todos por “não dar trabalho”. Somente quando ela entra na escola que seu comportamento torna-se questionável sendo mais facilmente observado nas atividades desenvolvidas em grupo, seja nas tarefas em sala de aula ou no recreio, onde a interação é importante.
Este tipo de timidez não deve ser confundido com a timidez transitória que é comum em situações novas onde a maioria das pessoas sente um desconforto diante de pessoas ou ambientes desconhecidos.
Algumas características da criança tímida:
- isolamento social, apresentando um repertório de desculpas para recusar convites
- Baixa auto-estima, sente-se inferiorizada perante outras crianças
- Fala pouco, tom de voz baixo ou gaguejante
- Expressão corporal reduzida
- insegurança ao expressar suas idéias por receio de ser rejeitada ou de parecer ridícula.
- Dificuldades em expressar seus sentimentos.
Forçar a criança a conviver em grupo ou enfrentar alguma outra situação só vai aumentar sua tensão e ansiedade. É preciso estimulá-la ao convívio social, aos poucos, respeitando seus limites. Mostrar a ela que compreende o que sente porém que acredita na sua capacidade de superação.
Os pais e a escola tem papel ativo no tratamento, devendo ter orientações de como lidar com a situação.
JOSELENE L. FELÍCIO
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